Equipe britânica sofreu com estratégia polêmica em Montreal e abriu discussão sobre um futuro sem Mercedes na F1
Publicado em: 29 de maio de 2026
A McLaren saiu do GP do Canadá de Fórmula 1 cercada por dúvidas, críticas e uma revelação que movimentou os bastidores da categoria. Depois de um domingo marcado por erros estratégicos, punições e abandono, Zak Brown admitiu publicamente que a equipe pode considerar desenvolver seu próprio motor no futuro da Fórmula 1. A declaração acontece justamente em meio às discussões sobre o possível retorno dos motores V8 em 2030, tema que já começou a dividir opiniões dentro do paddock. E para muitos fãs, a fala do CEO da McLaren não parece ter sido apenas uma hipótese distante. A combinação entre o desastre em Montreal e o debate sobre independência técnica colocou a equipe inglesa novamente no centro das atenções da temporada.
Estratégia da McLaren no Canadá virou alvo de críticas
A corrida da McLaren no Circuito Gilles Villeneuve começou com uma aposta ousada. Enquanto a maioria do grid escolheu pneus slick para pista seca, a equipe colocou Lando Norris e Oscar Piastri com pneus intermediários. Nos primeiros segundos, a decisão pareceu brilhante. Norris assumiu a liderança logo após a largada, mostrando que a McLaren poderia surpreender os rivais em condições de pista instáveis. Mas a situação mudou rapidamente. Com a pista secando mais rápido do que o esperado, Norris e Piastri precisaram retornar cedo aos boxes para trocar os compostos. A parada extra destruiu completamente a estratégia da equipe. Os dois carros caíram para o meio do pelotão e passaram a enfrentar um cenário muito mais agressivo na corrida. Foi exatamente aí que começaram os problemas.
Piastri recebeu punição e Norris abandonou
Oscar Piastri viveu uma corrida caótica em Montreal. Brigando no tráfego intenso do pelotão intermediário, o australiano se envolveu em um toque com Alex Albon na curva hairpin. O incidente danificou a asa dianteira do MCL38 e ainda resultou em uma punição de dez segundos para o piloto da McLaren. Do outro lado da garagem, a situação também piorou rapidamente para Lando Norris. O britânico precisou fazer uma parada extra por superaquecimento e mais tarde abandonou a prova por problemas no câmbio, encerrando um dos finais de semana mais frustrantes da equipe na atual temporada da Fórmula 1. A ex-estrategista Bernie Collins afirmou que a McLaren “criou a própria falta de sorte” ao optar pelos pneus intermediários em um momento tão delicado da pista. Segundo ela, o erro estratégico colocou os pilotos em situações de risco que provavelmente nem existiriam caso a equipe tivesse seguido a tendência do restante do grid.
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O impacto do resultado para a temporada da Fórmula 1
O GP do Canadá mostrou um cenário que pode preocupar a McLaren na sequência da temporada. A equipe vem sendo uma das mais competitivas de 2026, principalmente em ritmo de classificação e velocidade de reta, mas Montreal revelou que pequenos erros estratégicos ainda podem custar muito caro em uma disputa equilibrada. Além disso, o abandono de Norris e a punição de Piastri permitiram que rivais diretos ganhassem pontos importantes no campeonato. Em uma temporada onde cada detalhe pode decidir posições no Mundial de Construtores, resultados como esse aumentam ainda mais a pressão sobre o muro da McLaren.
Zak Brown abre possibilidade de motor próprio na Fórmula 1
Enquanto a equipe tentava explicar o caos vivido no Canadá, Zak Brown trouxe outro assunto que rapidamente ganhou força nos bastidores da categoria. O CEO da McLaren afirmou que a equipe estaria aberta a produzir sua própria unidade de potência no futuro, principalmente caso a Fórmula 1 realmente avance para motores V8 mais baratos e simplificados a partir de 2030. Atualmente, a McLaren utiliza motores Mercedes e mantém uma das parcerias mais sólidas do grid. Mesmo assim, Brown deixou claro que um projeto independente poderia ser analisado caso os custos se tornem viáveis. A declaração chamou atenção porque a Fórmula 1 vive um momento de transformação técnica importante. Audi chega oficialmente à categoria, a Red Bull desenvolve seus próprios motores em parceria com a Ford, e fabricantes observam atentamente as mudanças de regulamento previstas para os próximos anos. A possibilidade de uma McLaren fabricante reacende discussões históricas sobre independência técnica e competitividade na Fórmula 1 moderna.
McLaren pode realmente abandonar a Mercedes?
No cenário atual, uma separação entre McLaren e Mercedes ainda parece distante. A fabricante alemã continua sendo uma das referências da Fórmula 1 em unidades de potência, e a McLaren vem colhendo resultados positivos com a parceria. Porém, o debate sobre motores V8 muda completamente a lógica financeira do esporte. Caso a FIA consiga reduzir significativamente os custos de desenvolvimento, equipes tradicionais podem enxergar uma oportunidade inédita para criar projetos próprios. E isso transformaria totalmente o equilíbrio técnico do grid.
O que pode acontecer agora?
Nos bastidores, a sensação é que a McLaren entrou em um momento decisivo da atual era da Fórmula 1. Dentro da pista, a equipe precisa reagir rapidamente após o desastre no Canadá para não perder terreno na disputa do campeonato. Fora dela, as declarações de Zak Brown mostram que o time já começa a pensar no futuro da categoria e nas possibilidades que podem surgir com os novos regulamentos. A grande dúvida agora é simples: A McLaren continuará sendo apenas cliente da Mercedes… ou está começando a preparar uma nova era como fabricante na Fórmula 1?