A Scuderia Ferrari chega ao Grande Prêmio da China de Fórmula 1, em Xangai, com uma atualização técnica que já está dando o que falar no paddock: uma nova asa traseira com capacidade de rotação de até 270 graus, apelidada de “Macarena”.
Apesar da inovação, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton afirmou que não espera ganhos imediatos significativos de desempenho com a novidade neste fim de semana.
A polêmica asa “Macarena” da Ferrari
A nova asa traseira chamou atenção durante os testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein. O conceito permite uma rotação maior do elemento aerodinâmico, o que pode alterar a forma como o carro gera downforce e arrasto nas retas.
O apelido curioso surgiu dentro da própria equipe. Segundo o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, o movimento da asa lembra a famosa dança “Macarena”.
Hamilton comentou a novidade com bom humor:
“Não sei se tem um nome oficial. Alguém disse Macarena. Não sei o porquê, mas é uma asa ‘flip-flop’.”
Apesar disso, o britânico deixou claro que o impacto imediato deve ser limitado.
“Não acho que haja um grande ganho neste fim de semana.”
Mesmo assim, o piloto destacou o esforço da equipe italiana, que trabalhou intensamente para antecipar o desenvolvimento da peça.
Hamilton elogia esforço da Ferrari
Hamilton fez questão de reconhecer o trabalho da equipe de Maranello para trazer atualizações rapidamente.
Segundo ele, a Ferrari está empenhada em acelerar o desenvolvimento do carro ao longo da temporada.
“A equipe está lutando e trabalhando horas extras na fábrica para trazer atualizações. Esse é o nome do jogo na Fórmula 1.”
Essa corrida tecnológica entre as equipes costuma ser decisiva ao longo do campeonato, especialmente em uma temporada com desenvolvimento intenso.
Mercedes ainda leva vantagem nas retas
Mesmo com a nova asa, Hamilton apontou que a Ferrari ainda precisa evoluir para alcançar o desempenho da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team.
De acordo com o piloto, a principal diferença aparece nas retas, especialmente quando a Mercedes utiliza o sistema híbrido.
“Parece ser principalmente nas retas. Quando eles acionam o MGU-H, dão um salto enorme.”
Segundo o britânico, a Mercedes consegue entregar mais potência no final das retas, sofrendo menos perda de energia em comparação com seus rivais.
Essa característica faz diferença especialmente em circuitos com longas retas, como o de Xangai.
Diferença de desempenho ainda preocupa
Hamilton também comentou sobre a diferença de desempenho vista na etapa de abertura da temporada, na Austrália.
Os números mostram que a Ferrari ainda tem trabalho pela frente:
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Classificação: cerca de 0,8 segundo de diferença
-
Corrida: entre 0,4 e 0,5 segundo por volta em ar limpo
Na prova em Melbourne, Hamilton largou em sétimo e terminou em quarto, chegando a disputar posições com seu companheiro de equipe, Charles Leclerc, e com George Russell.
Mesmo assim, a Mercedes terminou mais de 15 segundos à frente de Leclerc, evidenciando a vantagem atual.
Ferrari aposta no desenvolvimento para reagir
Hamilton acredita que o campeonato ainda está aberto e que o desenvolvimento dos carros nas próximas corridas será decisivo.
“O ritmo de desenvolvimento é muito intenso para todos agora. Vai ser interessante ver quem trará atualizações nas próximas corridas.”
A Ferrari espera que soluções como a asa “Macarena” sejam parte do caminho para reduzir a diferença para seus rivais e voltar a brigar consistentemente por vitórias.
Com o GP da China chegando, a grande dúvida é: essa inovação aerodinâmica será suficiente para aproximar a Ferrari da Mercedes?
🎥 Veja também no canal
Falamos dessa nova asa da Ferrari e da análise de Hamilton em um vídeo rápido no canal.
👉 Assista ao vídeo e entenda por que a Mercedes ainda tem vantagem nas retas e se a Ferrari pode virar o jogo em Xangai.


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